sábado, 29 de agosto de 2009

PAREM, DEVEM-ME DIREITOS DE AUTOR!

NÃO SUPORTO QUE COPIEM OS MEUS TEXTOS E METAM NOS HI5'S E ETC!
SÊ ORIGINAL, NÃO COPIES.

Beatriz

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Regatear níveis de felicidade


É tudo tão efémero, e como num piscar de olhos tudo o que julgamos garantido desaparece entre os nossos dedos. Eu podia fazer todas as perguntas que quisesse sabendo que a resposta ia ser a mesma, AMO-TE.

Sabendo de tudo, como sei, chego a conclusão que tudo o que sabia até aqui não faz qualquer sentido! Contigo descobri sentimentos que nem sabia que haviam em mim. Quero com isto dizer que tens as chaves das tais portas, e havemos de fazer janelas para partilhar as suas chaves. De certo que o castelo por vezes está bem fora dos teus limites, mas nem assim deixas de te fazer ao caminho.

Todos os dias há mais um bocadinho de mim que se rende aos teus encantos, e são tantos! Consegues com cada coisa tenha um brilho especial, pois a mim só me falta saltarem os olhos de tanto brilharem. Cada provação que nós passamos é mais uma pedra que mandamos para o posso, ainda havemos de construir um forte por cima dele.

Essencial é o que tu és. Foste tu que me vieste salvar de saltar para o outro lado!


Sempre aqui.


Ricardo

domingo, 21 de junho de 2009

Amo-te

Quando amamos como se o amanhã não existisse
Quando o amanhã deixou de existir, só temos o outro.

-Tens os olhos vidrados!

As certezas são todas, mas há verdades que custam a ouvir, então as assas são cortadas. Elas vão-se, mas os anéis ficam. Os castelos dos putos e dos homens deixaram de ser só castelos agora transformaram-se num mundo só nosso.

-Tas todo babado.

E depois há as Madalenas que nos visitam de quando em vez. E tem de ser tudo tão difícil? Pensava que estas coisas só aconteciam aos outros. Parece que não sou assim tão forte como julgava.

- Não quero que isto acabe.

Tens de ser forte, se bem que as raízes são essenciais, a flor e que transporta a nova vida. E sei que só te tenho a ti.

-Não é assim que vais conseguir mudar.

Metem-te numa batalha que não é a tua e que ao principio já esta perdida. Eles não sabem mas eu nem cavalo tenho. E quem precisa de um quando não se tem nada para vencer.

-Tenho orgulho de quem sou.

-Tenho orgulho de quem és, meu homem.




Sempre aqui.

Ricardo

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um sopro de irreverência

- Vamos à praia?
- Mas tu já viste as horas?
- E depois?
- Oh, mesmo assim, como é que saio de casa?
- Salta pela janela, vá lá.
- Saltar pela janela? Estás doido?
- Não eras capaz?
-Não me tentes!
- (...)

Acabaram-se as conversas sobre a roupa das Barbies, as fraldas dos Nenucos, a cicatriz do Action Man ou a melhor família Playmobil. Agora falamos de música, saídas, álcool, droga, sexo e por aí. Lema: passar o máximo de tempo possível com os amigos e de preferência, fora de casa.
Já não nos contentamos com idas ao salão de jogos até às dez da noite, queremos festivais de uma semana onde a ressaca não tem lugar se não no regresso a casa. Queremos noites e mais noites de dança e ousadia, bebidas e excessos. Queremos liberdade, autonomia, mas temos responsabilidade? Talvez não tanta como devêssemos, mas temos perspicácia.
Nós sim, deveríamos estar no mundo dos negócios com o nosso poder de persuasão, ou na política com tanta lábia e teatro, pensando bem até dávamos bons psicólogos. A verdade é que estamos no pico da vida, no auge!
Tudo bem, temos as nossas típicas desilusões, as nossas crises existenciais, o nosso desespero e sofrimento. Mas tudo isso é extremamente necessário. Como sabe o que é amar aquele que nunca sofreu? Como saber o que é perdoar se nunca se arrependeu? É necessário, faz parte, dá vida e faz crescer.
O resto? O resto são amigos e farra!
A verdade é que temos tão pouco tempo neste que parece ser “o verdadeiro viver”. Ontem falsificávamos o BI para entrar na discoteca, hoje aproveitamos sem esconder a idade, mas está a chegar o tão falado amanhã, o amanhã no qual as responsabilidades acrescem e o – Já posso votar! - não torna mais fácil o – E já podes ser preso... –.
Até lá? Aproveitar! Porque se hoje tiveres dez namorados dizem que não tens sorte no amor, coitadinha ainda é nova, não percebe da vida. Com 30 anos és excluída da sociedade com um currículo vergonhoso e imoral na bagagem. Se hoje gostas de dançar em cima das colunas e te sabes mexer és irreverente, desinibida, social, vivaça. Com 30 anos a fama é outra e do social especulam-se as mais desonestas coisas. Se hoje ficas embriagado todas as sextas-feiras, não ligam, “faz parte, está na idade”. Com 30 anos ninguém te dirige a palavra, és um desenvergonhado que não consegue encarar a vida e então enfrasca-se em álcool.
Bem, aproveitemos agora! Tantos amigos, tantas oportunidades, tão pouco tempo.
Não precisamos de ser uns bêbados, muito menos toxicodependentes. Tudo tem limites, e cada um tem de ter consciência dos seus. Mas impor limites a nós próprios não significa deixar a vida passar. Os limites servem para isso mesmo, para continuarmos na prancha, se quebramos os limites caímos da prancha e deixamos a onda passar. E aqui só há uma onda, uma prancha e uma chance.

Beatriz

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ferias

Michele vous tombez…
Michele vous tombez…
Michele vous tombez…
Filha da puta do gaiato, eu não te disse que ias cair.
(Os portugueses do estrangeiro são do pior.)

- Aquela senhora.
- Qual?
-A que tens mais gordura que eu, não para de olhar, não tarda passo por ela e sem crer mando-lhe areia para a toalha.
- Não faças isso que o marido dela tem ar de mau.
- Tens razão.


Já ao fim da tarde, no café, a menina que estava a servir ao balcão dos gelados sempre com um sorriso amigável.
-É uma bola de iogurte grego e outra de menta. Não tem baunilha? Pergunto.
- Quem? Onde onde? Assustada grita.
Parece que a baunilha por estes lados é alguma espécie de animal venenoso que ao mínimo sinal apavora todos. Eu só queria um sabor que não fosse enjoativo visto o outro ser forte, longe de mim iniciar todo um protocolo da segurança civil, no que respeita a protecção de cidadãos no caso de guerra química ou algo assim.
Só posso depreender que a BAUNILHA não e muito estimada por estes lados.

Ricardo

terça-feira, 9 de junho de 2009

Lágrimas, sangue e amigos

Tudo o que é bom dura o tempo suficiente para ser inesquecível. Dura, pois dura, mas acaba.
As memórias são boas, as cicatrizes cruéis. A desilusão crua de um sonho resulta na fragilidade notória da alma.
Mas de onde vem a desilusão? Foram os ciúmes, as desconfianças, as traições? Porque acabou? Tudo parecia tão bem... O fim-de-semana! Aquele maldito fim-de-semana que passou com os amigos, tenho a certeza que esteve com ela! Será?... Ou aquela tarde que se atrasou tempos sem fim e não me respondia às mensagens? Ou aquele feriado que ficou doente? Ou, ou, ou... As inseguranças rolam em torno da relação como uma bola de neve de enormes dimensões. Aparentemente sem razão de ser, aparentemente sem nada a temer.
Mas talvez devê-se-mos. A crise é no sector económico mas é aqui que todos lutam, é aqui que se esquece o respeito e se passa por cima de tudo e todos, faz-se o que for preciso, o que quer que seja. Derruba-se quem tiver de ser, não importa quem é, o que fez ou se algum dia foi próximo, é obstáculo.
Aqui, como na favela, onde ninguém escuta, manda quem pode, obedece quem tem juízo. Tudo é permitido mas nem tudo convém. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
Foi maravilhoso enquanto durou, boas memórias, momentos inesquecíveis recordados com tristeza. Arrenpedimento? Nada disso! Fui, caí. Mas levantei-me com força para gritar ao Mundo que voltei mais forte. Que aprendi, cresci. E que sempre soube que não iria ser eterno.
Eternos são alguns dos tesouros que se encontram neste trilho, ao contrário de muitas preciosidades que à primeira vista aparentam um valor incalculável e quando trocadas por moedas de ouro não valem um pedaço de latão; as antigas, aquelas que estiveram sempre lá, aquelas que devido ao seu valor intrínseco nunca ponderámos sequer a sua troca, fosse pelo que fosse. Aquelas que defendemos dos inimigos nas mais temíveis embuscadas, aquelas pelas quais sacrificámos os nossos desejos. Antiguidades com as quais podemos sempre contar e sabemos que nunca nos irão desiludir, porque esse é o verdadeiro tesouro. E um tesouro desses não se caça numa expedição de 9 meses.


Beatriz

segunda-feira, 23 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

CASTELOS N'AREIA


A vida é como uma enorme praia, com um vasto areal e um infindável oceano. Sonhamos sob o sol radiante, mergulhamos as nossas fantasias e começamos aquilo que pensamos ser a realidade do nosso protótipo, castelos na areia. Ao inicio, o entusiasmo prevalece e tudo parece fácil. Construímos o nosso castelo, dedicamos-lhe corpo e alma, e sem pensar em mais nada, vivemos o sonho que tornámos realidade. Mas depois, quando deparados com obstáculos, barreiras que impedem que prossigamos como o planeado, hesitamos. Hesitamos, perdemos todo o entusiasmo e dedicação, toda a coragem e valentia. Cobardes? Talvez. Mas porquê? Tudo bem, a onda veio, e com ela levou a nossa felicidade do momento. Mas é isso mesmo, momentânea, é certo nem tudo dura... Cremos e vivemos sempre cada desilusão como a pior de todas. A verdade é que perdemos muito tempo a pensar nisso, demasiada devoção. Tempo esse que não vamos recuperar nunca. Mas na altura não é isso que importa, se estamos mal, sem intenção, fazemos tudo para ficar ainda pior. Ouvimos músicas tristes que retractem uma crise existencial do género, não ouvimos piadas ou vimos comédias, derramamos rios de lágrimas e por vezes, cometemos verdadeiras loucuras. Certo é, que o sentimento de culpa só vem depois. Contudo, temos de agir! Por vezes é preciso esquecer, mais vale desistir do que insistir. Não se pode construir o mesmo castelo sem a mesma areia. Há que partir para outro, sonhar mais alto. Superar cada decepção com um castelo maior! E acima de tudo, aproveitar a sua construção, porque é aí que somos realmente felizes. A felicidade não está no destino, mas sim no percurso. E nunca esquecer, sou um grãozinho de uma praia maior, tenho de dar tudo o que tenho de melhor.

Beatriz

trips


Viajo sem parar nessas viagem encontro pessoas já esquecidas momentos passados vivencias de outros ares. Já cansado de viajar adormeço, percorro os meus dias as minhas noites sempre na esperança de encontrar algo que me desperte uma chama. Quando finalmente acordo essa chama continua presente, guardo-a numa sala toda ladeada de colunas de mármore frio, no centro da sala esta um pedestal imponente. Pois será nesse pedestal que vou colocar a minha chama
Ricardo