quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um obrigado sem reticências


Ouvimos, não prestamos atenção a todas as entrelinhas e explodimos. Basta uma, uma única linha dessas e já estás perdido. Especulas e o teu sistema límbico destrói a tua presença. Vá lá, controla-te! Impossível.
Ouviste tudo, disseste tudo, será que restou alguma coisa? O silêncio instala-se e os olhos molhados desfazem a fronteira entre a guerra e a paz. Pelos vistos restou.
São nove horas da noite e a única fome é desejo carnal. Seja feita a sua vontade. Quebraram-se os limites da moralidade, não interessa saber mais nada.
Um homem, uma mulher, dois corpos, o universo. É a lei da atracção.
As entrelinhas estão lidas, os corpos suados. O sistema límbico ainda não está satisfeito. Medo. Outra vez não.
- Que temes tu coração cigano?
- Promete que desta vez vai ser diferente.
- Prometo. E nisto um corpo envolveu o outro. Amor puro, nu e ousado.
- Obrigada.


Beatriz

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